Próximo “Partida Comentada” simula a tensão e os ardis dos negociadores e investidores do mercado financeiro

LabJog reúne empresários, consultores financeiros, e altos funcionários comerciais para jogar e ensinar ao público

No próximo dia 19 de outubro, sábado, o LabJog receberá um grupo especial de jogadores para o “Partida Comentada“, atividade gratuita a acontecer no Instituto Superior de Educação (ISERJ). São profissionais de negócios e finanças, convidados a participar com alunos de graduação e pesquisadores GPIDOC do jogo “Panic on Wall Street!“, que simula um ruidoso ambiente de negócios entre comerciantes e proprietários. Ao longo e após a experiência, os participantes irão aprender sobre a realidade do mercado, conversando com os especialistas e aprendendo noções como risco, investimento, empreendimentos, etc.

O jogo acontecendo na feira Spiel, Alemanha (2012)

Estão confirmadas as presenças de:

Bianca Kraskoff Drevon, gerente de contas BRMALLS.
Fabrício Mello Rodrigues da Silva, engenheiro. Professor da PUC Rio nos departamentos de Economia e Engenharia Industrial. Trabalhou na CVM em diversas áreas e chefiou a Assessoria Econômica.
Jose Lucio Marinho, empresário. Graduado em engenharia, trabalhou em um banco de investimentos por 7 anos.
Marcio Bressan, Economista. Gestor de Patrimônio do Banco Itaú.
Philippe Drevon, empresário. Engenheiro pela Puc Rio e mestre em Economia pela Fgv-Rio. Fez carreira de 10 anos no mercado financeiro onde 6 anos foram como gestor de câmbio. Cerca de 2 anos atrás decidiu sair do mercado e começar a empreender no setor de varejo.
Robson Tinoco, gerente-chave de contas da BRMALLS.

Venha jogar com essas feras do mundo dos negócios, divirta-se e aprenda! O Partida Comentada: Panic on Wall Street! acontece na sala 224, a entrada é franca e aberta ao público.
ISERJ: Rua Mariz e Barros, 273, Praça da Bandeira, Rio de Janeiro, RJ

Sobre o jogo

Em Panic on Wall Street! os jogadores assumem o papel de pessoas de negócios tentando ganhar seu lugar entre os melhores proprietários e comerciantes. Em cinco rodadas de de dois minutos, definem-se acordos de aluguel, e em seguida os comerciantes recolhem renda das propriedades que eles alugaram (não sem sofrer com os riscos de todo negócio), e os proprietários cobram aluguel, pagam impostos sobre suas propriedades, e ampliam seus negócios.

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Palestra e oficina sobre jogos na educação acontecem no evento acadêmico “Diálogos em Formação” (23 a 25/set)

LabJog oferece micro-oficina de jogos de tabuleiro para crianças pequenas (3-5 anos) e palestra sobre o pensamento lúdico e os jogos modernos na educação

Entre os dias 23 e 25 de setembro, o Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ) realiza seu evento Diálogos em Formação, composto por uma série de atividades acadêmicas, entre palestras, oficinas e apresentação de trabalhos. O prof. Arnaldo V. Carvalho, coordenador do LabJog, estará oferecendo duas atividades, uma pelo projeto e a outra pelo GPIDOC:

Oficina: O Jogo de Mesa e a Criança de Primeira Infância

Em micro oficina de uma hora e meia, será oferecido noções importantes sobre a perspectiva do brincar e jogar com crianças entre 3-5 anos, através de uma dinâmica prática que utilizará uma série de jogos modernos adequados aos pequeninos. A atividade é parte da programação do dia de oficinas proporcionado pelo GPIDOC ao longo do evento Diálogos em Formação do ISERJ – Evento gratuito, com uma farta programação para os educadores. 13:30h.

Palestra “Desfranzindo as sombrancelhas: O aprender brincando dos Jogos de Tabuleiro Modernos”

O pensamento lúdico liberta os potenciais humanos, e atua como motor da aprendizagem. Venha descobrir como ele funciona, e como protegê-lo para que se possa seguir aprendendo com entusiasmo e profundidade. Conheça e compreenda porque o modernos são diferentes… E especiais. 11H.

Uma noite de muitas lições

Ativistas do tabuleiro se reúnem e trocam saberes sobre como os jogos podem transformar pessoas e ambientes

No dia 03 de setembro, o LabJog recebeu a presença de quatro ilustres convidados, que atuam de forma pouco conhecida no cenário do ativismo social: eles utilizam os jogos de tabuleiro.

Para unir. Para proteger. Para levar esperança. Para preparar. Para acolher. Para socializar. Para alegrar. Para transformar.

Elson Bemfeito, organizador do SeJoga, contou como surgiu a ideia de organizar um evento de jogo de tabuleiro acolhedor, onde pessoas LGBT+ e famílias inteiras ficam à vontade. O jogo de tabuleiro tem um histórico elitista e não inclusivo, e por vezes surge insegurança no participar de eventos de jogos, que ainda se caracterizam muitas vezes por um ambiente machista e hostil. Através de Elson, conhecemos histórias lindas de pessoas que a partir do contato com o jogo de tabuleiro venceram depressões, socializaram-se e tornaram-se pessoas mais seguras e empoderadas. Ian de Souza do RPG Solidário nos ensinou mais sobre os abrigos e o perfil das crianças e jovens que os abrigam. A marca da violência e do abandono, encontra no jogar e suas narrativas não simplesmente alento recreacionista – que também é importante. Os jogos se mostram como ponto de partida para o ganho de habilidades sociais, e instrumentaliza para o que hoje é um desdobramento do projeto, relacionado à formações técnicas e profissionalizantes. Em seguida, Jorge Valpaços nos ensinou sobre a realidade do DEGASE, sua experiência profissional na instituição e como o uso do RPG foi capaz de evitar reincidências entre meninos e meninas, e ressocializar jovens, que hoje trabalham, tem suas famílias e inclusive frequentam eventos de jogos de tabuleiro, integrando-se normalmente com os demais jogadores. Finalmente, Natalia Avernus nos contou sobre as origens do evento feminista de jogo de tabuleiro Board Game Girls (BGG), sua origem e motivações. Ela nos trouxe a tona o tema do machismo na comunidade dos jogos de tabuleiro, e como isso gera insegurança e atrapalha as mulheres a fazerem parte do hobby. Pioneiro no Brasil, o evento se mantém desde a criação exclusivamente feminino, tornando-se um ponto de segurança e descontração para todas as mulheres, que ao final de cada evento são convidadas a se reunirem e discutir mais sobre feminismo.

Após as falas introdutórias de nossos convidados, seguiu-se na roda uma série de perguntas, comentários, etc., e a interação só parou porque o tempo de atividade alcançou seu limite.

O evento, marcou a estréia da atividade Roda de Conversa do LabJog, e sensibilizou a todos. Ao final, os presentes, manifestavam o desejo de ficar, aprender mais e apoiar novas frentes que ajudam a sociedade a ser melhor. Ficamos muito felizes e muito agradecidos com a presença de cada um, e esperamos que de algum modo a roda ecoe e o jogo de tabuleiro siga ingrediente que faz a diferença para na vida das pessoas.

Partida Comentada com o jogo Recicle: Tempos de Crise foi um sucesso!

Professores simulam cooperativas de catadores em jogo temático e exploram o tema com o auxílio de um especialista na área

Quem esteve no ISERJ no último dia 10 (out/19) e participou da nossa atividade “Partida Comentada” experimentou o jogo com o “Recicle: Tempos de Crise”, onde os participantes assumem o controle de cooperativas de catadores. O diferencial da atividade é que ela contou com o Prof. Eduardo Bernhardt, especialista na área de reciclagem. Ao longo do jogo, o professor foi tecendo paralelos entre o tema proposto ludicamente e a realidade da reciclagem no Rio de Janeiro. Ao final, os alunos estavam muito interessados e o professor explicou mais sobre o complexo econômico e ambiental que ocorre no mundo da reciclagem. O LabJog, sai fortalecido com mais essa atividade, e agradece a presença de todos. Abaixo, uma matéria fictícia inspirada em linguagem jornalistica, com um pouco do que foi a experiência vivida pelos jogadores e após, fotos do evento.

O lixo de cada dia

Cooperativas de Catadores narram suas dificuldades e sucessos em reportagem inédita

Papel, plástico, vidro, papelão, embalagem longa vida e até lixo orgânico. Todos os dias, pessoas simples como o seu Valter e a dona Taís percorrem um caminho longo na busca e separação de itens de reciclagem, dispersos pelas ruas do Rio de Janeiro. Eles são parte da Cooperativa Roxa, uma iniciativa que começou a mudar a vida dos catadores. “Tem muita gente que acha que a gente é de rua.

Já fomos, mas a gente se juntou na catação e hoje em dia temos nossa casinha e nossas coisas”, conta a dupla que há três anos organizou o grupo que montou a cooperativa. Segundo os dois, o preço dos materiais muda com o tempo, e é preciso conhecer o mercado, saber estocar e preparar para poder vender melhor. “O catador tem que saber o que tá dando dinheiro. E tem que saber recolher, dobrar direitinho senão eles não aceitam”, dizem. A Roxa é uma das quatro cooperativas que aos poucos vem crescendo no mercado do lixo. Com organização, criaram seus próprios depósitos de sucata e passaram a receber doações do material reciclável recolhido pelo governo. Recentemente, conseguiram uma prensa que os permitirá vender diretamente para a indústria.

Mas nem sempre as cooperativas começam bem. A cooperativa “Limpeza Amarela” por exemplo teve um início mais difícil. Eles começaram investindo na coleta de lixo orgânico, com a promessa de que o governo financiaria uma pequena usina de biogás e viabilizaria a compra do produto por meio de um convênio com a companhia estadual de gás. Mas o preço do produto despencou e eles quase faliram. É o que conta a catadora Ana Paula. “A gente pegou emprestado e comprou o caminhão a preço de custo. A usina foi financiada. A gente fez o gás mas quando chegou na hora ninguém comprou. Acabamos voltando para o papelão”. Com dívidas e sem venda, os equipamentos da Amarela estão parados há três meses. “Não podemos esperar, aqui todo mundo tem família e o papelão pelo menos deixa a gente em passar fome”.

Foi por esse tipo de situação que o Prof. Eduardo Bernhardt fundou uma ong para ajudar cooperativas de catadores que passam por dificuldades. Leonardo, que hoje preside a CooPreta, comenta que se não fosse a Recicla Bem, possivelmente eles não teriam conseguido pagar as contas. “A gente começou do zero, sabe? É muito difícil ser catador, ninguém reconhece. Você sabe o que qual é a diferença do plástico PP para o PA? Não sabe né? Pois é, a gente sabe, mas ninguém reconhece. Só que o Alencar [sucateiro que compra deles] não quer saber de qualquer coisa não. Tem que ser bom para separar. A gente tendo oportunidade cresce e o Eduardo viu isso na gente, né?”. A Recicla Bem vem ajudando os catadores a se sentirem valorizados e buscarem trabalhar em equipe, ao invés de concorrerem. Bernhardt conta que a iniciativa surgiu após, em uma consultoria, ele ter sido informado de um incêndio intencional em um galpão de sucateiros, que acusava um outro grupo de ter feito aquilo. “Infelizmente os poderosos tem interesse que eles não se organizem como um grande coletivo, pois isso aumentaria o poder de negociação. O que nós procuramos fazer é sensibiliza-los para a própria capacidade e capacita-los a buscar novos meios e especializações. Assim como a Coopreta, já conseguimos que a Brancoopera, que hoje está indo bem com a coleta de plásticos e vidros, e formou até um ateliê comunitário, e a Cooperativa Amarela, que encontramos em maus lençóis mas começa a se reerguer”. Explica o professor.

A indústria do lixo perde pelo menos cem mil reais por dia com um sistema de coleta e reciclagem ineficiente, e as necessárias políticas públicas de longo prazo não são efetivamente implantadas.

Ainda existe

Aprendiz De Professor

Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem. Ou seja: ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca”.

Eduardo Galeano (1940-2015)

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Aprender sobre reciclagem no Rio de Janeiro jogando tabuleiro com um especialista em meio ambiente!

Educador ambiental estará no Iserj para jogar Recicle:tempos de crise, e conversar sobre a cadeia da reciclagem no Rio de Janeiro

O projeto Partida Comentada, criado pelo LabJog em 2018, convida especialistas em diversos assuntos para uma partida de jogo de tabuleiro relacionado a seu tema de estudo, para ao longo e após a atividade estar oferecendo aos outros jogadores e expectadores dados de realidade e analises educativas.

A próxima edição trará o educador ambiental Eduardo Bernhardt, especialista em reciclagem e mobilidade, para jogar o aclamado jogo nacional Recicle: Tempos de Crise, criado pelo gamedesigner mineiro Luish Moraes.

Em Recicle, os jogadores assumem o papel de cooperativas de catadores. Eles devem escolher estrategicamente que roteiro seus catadores devem percorrer e que materiais devem ser recolhidos, e em que equipamentos devem investir para se tornarem cooperativas eficientes.

Venha participar desse encontro, se divertir com o jogo Recicle: Tempos de Crise e aprender sobre como andam as políticas e práticas de reciclagem no Rio de Janeiro! Aberto a todos (sujeito a lotaçao da sala), entrada franca.

Dia 10 de setembro, 19H, na sala 224 do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ): Rua Mariz e Barros, 273.

Roda de Conversa reune ativistas do jogo de tabuleiro

Diversidade, inclusão social, feminismo e solidariedade são temas da roda de conversa “Jogo de Tabuleiro e Ativismo”, promovida pelo LabJog

O comunicador social Ian de Souza separa parte de seu tempo de vida para visitar abrigos de crianças carentes, e jogar RPG com elas. A proposta, iniciada em 2013, vêm movendo outros voluntários em torno do projeto “RPG Solidário”, que tem feito a diferença na vida dessas crianças. Essa é uma das cinco histórias que motivam os ativistas participantes da roda de conversa “Jogo de Tabuleiro e Ativismo”, organizada pelo LabJog / GPIDOC. A ideia do evento é promover a possibilidade de transformação social através dos jogos não eletrônicos.

O evento é gratuito e de entrada livre, e voltado aos estudantes da graduação em pedagogia do ISERJ e público em geral. Acontecerá no dia 03 de setembro, às 19H, na sala 224 do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro. O endereço é: Rua Mariz e Barros, 273, Praça da Bandeira, Rio de Janeiro, RJ.

O que o tabuleiro tem que o digital não tem
O ativismo entre os jogos eletrônicos tomou vulto desde pelo menos o início dos anos 2000. No mundo digital, há defesas de muitas bandeiras, que inclui as questões feministas, raciais e de gênero, a democratização da tecnologia, a proposta de utilizar games e estratégias de “ludificação” da educação e sistemas sociais para um mundo melhor. Surgem daí nomenclaturas importadas de iniciativas e propósitos, como “Serious games“, “Critical play“, e “Games for Change“(1). No entanto, o ativismo eletrônico esbarra em características que também funcionam como “bugs” sociais relacionados à tecnologia: há falta de acesso, e o acesso remove distâncias virtualmente, mas não a distância da presença humana de forma direta(2). Esses são exatamente os pontos diferenciais que os jogos de tabuleiro e seus aspectos materiais e sociais podem oferecer em uma proposta de ativismo lúdico – e isso tem sido bem explorado por um conjunto de pessoas, imbuídas de um idealismo autêntico, que, contudo, não costuma receber voz, seja na academia, seja pela sociedade em geral.

Bem menos conhecidos na comunidade global, e menos ainda no Rio de Janeiro, movimentos relacionados agora terão voz via LabJog, dando um novo sentido ao jogar educacional, inspirando a novos estudos e movimentos, e valorizando o trabalho de quem faz, em silêncio, pequenas revoluções pacíficas no dia a dia.

Conheça agora os participantes de nossa Roda de Conversa e suas iniciativas:

Natalia Avernus – BOARD GAME GIRLS
Mestra e jogadora de RPG (18 anos de XP); Feminista (10 anos de XP); jogadora de Boardgame (5 anos de XP). Organizadora do Board Game Girls (2 anos de XP) junto com Sabrina do Valle e Paula Bandeira.

Board Game Girls
Evento bimestral que oferece um espaço seguro livre de machismo para mulheres poderem jogar e se divertirem. A Entrada é gratuita e todas as mulheres são bem-vindas, até mesmo aquelas que nunca jogaram jogos de mesa, mas tem curiosidade de conhecê-los.

Conheça: https://web.facebook.com/boardgamegirls/

Patricia Nate – LADY LUDICA
Psicóloga Clínica por profissão, resolveu se jogar de cabeça no mundo dos jogos de tabuleiro. No mundo dos tabuleiros modernos há quase 6 anos, se tornou profissional em administrar jogar com cuidar do filho(agora já crescidinho e jogando junto). Idealizadora e produtora do Lady Lúdica ainda não satisfeita, resolveu também junto à dois sócios, abrir uma editora de jogos, a Imagine Jogos. Hoje administra o tempo entre consultório, filho, noivo, evento e editora.. jogar que é bom fica de lado.

Lady Lúdica
Evento de Representatividade Feminina, ocorre mensalmente desde maio de 2017, com foco em atrair novas jogadoras para o hobby dos jogos de tabuleiro. Totalmente criado e executado por mulheres, apesar de misto, tem como foco receber, acolher e criar um ambiente confortável para que mulheres se sintam a vontade para jogar. Hoje com uma média de público de 204 pessoas, conta com um percentual de público de mais de 60% de mulheres e uma equipe 100% feminina.

Conheça: https://web.facebook.com/ladyludica/

Ian de Sousa – RPG SOLIDÁRIO
É o idealizador do RPG Solidário. É Formado em Comunicação Social pela Universidade Veiga de Almeida. Utiliza seus conhecimentos como publicitário para ampliar a causa e aproximar cada vez mais o contato da sociedade com abrigos carentes.

RPG SOLIDÁRIO
É uma causa que mobiliza ações recreativas em abrigos carentes do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense. Iniciado em 2013, o grupo começou trabalhando jogos coletivos com as crianças, buscando promover a colaboração e o companheirismo entre elas. Nestes jogos (a maioria de RPG – Role-playing game ou jogo de interpretação de papéis), é preciso trabalhar em grupo para se obter sucesso. O RPG desenvolve também aspectos como auto expressão, leitura, matemática básica e imaginação, resultados que ajudam o dia a dia das crianças de um abrigo.

Nos 6 anos de atuação dentro da rede de abrigos Criança Feliz, localizada em São João de Meriti, RJ, o RPG Solidário já desenvolveu diferentes atividades, como: aulas de reforço escolar, tratamento de beleza, palestras com grupos de psicólogos, passeios em museus, shoppings e bibliotecas. A partir de 2018, a iniciativa ampliou suas atividades para outros abrigos, chamando por mais voluntários em toda a região metropolitana do Rio para o voluntariado.

Conheça: https://web.facebook.com/rpgsolidario/

Jorge Valpaços
Historiador, professor, socioeducador e criador de jogos de RPG de mesa no coletivo Lampião Game Studio. Entre suas ações destacam-se as oficinas lúdicas de RPG em medidas socioeducativas (Criaad Nilópolis – Degase), no ensino médio (Colégio Estadual Olga Benário Prestes) e a ocupação de aparelhos culturais com jogos de mesa (Biblioteca Parque Estadual, Sesc – São João de Meriti e Biblioteca Municipal Governador Leonel de Moura Brizola – Duque de Caxias).

Fale com o Jorge: https://web.facebook.com/j.valpacos

Elson Bemfeito – SE JOGA

Idealizador do evento “SeJoga” (com seu companheiro Dan Paskin). Elson é produtor de moda, figurinista, vitrinista, paisagista, produtor de eventos e bailarino nas horas vagas. Começou no hobby dos jogos de tabuleiro em 2016, sem ter a menor noção do universo em que estava se metendo e do que estava por vir.

SE JOGA
Depois de um ano jogando e já totalmente viciado e mergulhado no hobby, e percebendo o quanto o meio era tóxico com pessoas LGBTI+ e mulheres (embora pessoalmente tenha sido bem aceitos no meio ), resolveu usar seu exemplo pra mostrar que as pessoas poderiam ser quem são, sem medo de rejeição. Foi daí que surgiu o primeiro evento de jogos analógicos voltados pra inclusão do público LGBTI+.

Hoje o SeJoga conta com um quadro de quase 30 monitorxs, na sua grande maioria LGBTI+, mas também com heteros na equipe. É formado por um público 50 – 60% LGBTI+ e outros 40 – 50% entre heteros simpatizantes. Fornece um espaço bastante seguro em relação a aceitação e respeito, longe de toxicidades e preconceitos tão usuais no meio dos jogos. Além disso, o Sejoga também promove empoderamento de pessoas que se sentiam antes retraídas e com fobia social. Ajudou pessoas com quadros de timidez, depressão, ansiedade e até ja foi gerador de primeiro emprego para monitores em casas especializadas em jogos de tabuleiro. Hoje há quatro monitores que se tornaram contratados fixos em casas especializadas, e outros tantos prestando serviço como freelancers.

Conheça: https://web.facebook.com/SeJogaBG/

(1) “Serious games“, “Critical play“, e “Games for Change“: As denominações aqui sugeridas se compõem a outras. “Serious Games” é um termo cunhado durante os anos de 1970 para designar uma categoria de jogos que funcionam como exercícios para se criarem soluções (inicialmente o criador do termo se referia a fins militares, e depois o termo se expandiu para qualquer proposta de jogo que tenha fins práticos e de impacto na sociedade); Critical Play é como a especialista em Game Design Mary Flanagan se refere quando fala da necessidade de se criarem jogos sob um olhar crítico, social, afastando aspectos que reforçam preconceitos, estereótipos etc, e aproximando os jogadores de uma experiencia útil no “mundo real”. Games for Change é um movimento relacionado à jogos eletrônicos utilizado para o deenvolvimento social.
(2) Alguns estudos mostram que em torno de jogos eletrônicos online, surgem comunidades e encontros físicos, o que denotaria um aspecto de incentivo à socialização previsto nos jogos. No entando, essa é a socialização indireta, diferente daquela ocorrida presencialmene enquanto se joga – o caso dos jogos não eletrônicos (também chamados de “analógicos” em contraponto ao digital).